Programa detalhado: da fila ao dado
6 módulos estruturados para levar você do zero à análise crítica de dados públicos sobre caixas eletrônicos no Brasil - do contexto histórico à visualização e interpretação de relatórios abertos.
Objetivo de aprendizagem: Compreender a evolução histórica da rede de ATMs no Brasil, desde os primeiros terminais até os modelos multifuncionais atuais, contextualizando o papel da tecnologia bancária no acesso da população a serviços financeiros.
Este módulo inaugura a trilha com uma perspectiva temporal. Antes de interpretar dados, é fundamental entender como chegamos até aqui. O Brasil é um dos países com maior rede de caixas eletrônicos do mundo - um fato que não surgiu do acaso, mas de décadas de investimento em infraestrutura e de políticas de expansão bancária.
Vamos estudar os marcos históricos documentados por fontes públicas: a instalação dos primeiros terminais na década de 1980, a expansão das redes interbancárias nos anos 1990, a chegada dos terminais em lotéricas e correspondentes bancários nos anos 2000, e a transformação digital dos ATMs multifuncionais de 2010 em diante.
- Carga horária: 6 horas
- Formato: videoaulas + leituras guiadas de relatórios históricos do Banco Central
- Material base: Relatório de Inclusão Financeira do BCB, séries históricas FEBRABAN
- Exercício: construção de uma linha do tempo comentada com dados públicos
Objetivo de aprendizagem: Entender como funciona a rede de ATMs no Brasil - sua estrutura técnica, os atores envolvidos (bancos, redes como Banco24Horas e Cirrus/Maestro), e os padrões de distribuição geográfica de terminais por estado e município.
Neste módulo mergulhamos na anatomia da rede de terminais bancários. Quantos ATMs existem no Brasil? Como estão distribuídos? Quais regiões têm maior cobertura e quais têm menos? Esses dados constam nos relatórios públicos e aprendemos a extraí-los e interpretá-los.
Estudamos também o conceito de "deserto bancário" - municípios com pouca ou nenhuma cobertura de terminais - e como esse dado se relaciona com indicadores de inclusão financeira, renda per capita e urbanização.
- Carga horária: 8 horas
- Formato: videoaulas + exploração prática do portal de dados abertos do BCB
- Exercício: mapeamento de distribuição de ATMs em um estado escolhido pelo aluno
- Ferramenta: planilhas abertas + dados do Portal BCB
Objetivo de aprendizagem: Identificar, acessar e baixar datasets públicos sobre infraestrutura de ATMs e serviços bancários, dominando os portais do Banco Central do Brasil, da FEBRABAN e do IBGE como fontes primárias de análise educacional.
Este é o módulo mais técnico da trilha. Aprendemos a navegar pelo portal dadosabertos.bcb.gov.br, a localizar séries temporais relevantes, a entender a estrutura dos arquivos disponibilizados e a cruzar diferentes bases de dados públicas.
Exploramos também as publicações periódicas da FEBRABAN - especialmente a Pesquisa Anual de Tecnologia Bancária - e os dados complementares do IBGE sobre acesso a serviços financeiros em domicílios brasileiros. Cada fonte tem suas particularidades metodológicas, e aprendemos a respeitá-las.
- Carga horária: 7 horas
- Formato: tutorial guiado nos portais + exercícios de extração de dados
- Fontes trabalhadas: BCB Open Data, FEBRABAN, IBGE Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
- Exercício: baixar e documentar três datasets sobre terminais bancários por município
Objetivo de aprendizagem: Interpretar métricas públicas de volume de transações por terminal, padrões de uso ao longo do tempo e indicadores proxy de tempo de espera - desenvolvendo leitura crítica para não confundir correlação com causalidade.
A fila em frente a um caixa eletrônico não está diretamente registrada em nenhum dataset público nacional - e isso é uma informação metodológica importante que o curso aborda com honestidade. O que temos são métricas proxy: volume de transações por terminal, horários de pico registrados em relatórios setoriais, e comparativos regionais de uso.
Aprendemos a trabalhar com essas métricas de forma responsável: reconhecendo o que elas medem, o que não medem, e quais conclusões podemos e não podemos tirar a partir delas. Este módulo é fortemente orientado ao pensamento crítico.
- Carga horária: 9 horas
- Formato: aulas teóricas + análise guiada de relatórios reais
- Exercício: análise crítica de um relatório público de fluxo bancário escolhido pelo aluno
- Dísclamer trabalhado em aula: distinção entre dado educacional e conselho operacional
Objetivo de aprendizagem: Construir visualizações educacionais - mapas, gráficos de barra, séries temporais - a partir de dados públicos de distribuição de terminais bancários, utilizando ferramentas abertas e gratuitas sem necessidade de programação avançada.
Neste módulo passamos da leitura de dados para a comunicação visual. Um mapa que mostra a densidade de ATMs por município no Nordeste brasileiro diz mais do que uma tabela com os mesmos números. Aprendemos a criar essas visualizações de forma honesta - com escalas corretas, legendas claras e contexto adequado.
Todo o trabalho é feito com dados abertos e ferramentas gratuitas. Não trabalhamos com dados pessoais de usuários e não criamos dashboards de uso comercial - apenas visualizações educacionais baseadas em fontes públicas.
- Carga horária: 10 horas
- Formato: tutoriais práticos com ferramentas abertas
- Ferramentas: Google Looker Studio (gratuito), Datawrapper, planilhas com gráficos
- Projeto intermediário: dashboard educacional de cobertura de ATMs em uma região
Objetivo de aprendizagem: Integrar todos os aprendizados do curso para interpretar relatórios completos de inclusão financeira, identificar indicadores relevantes sobre acesso a caixas eletrônicos e apresentar análises educacionais críticas e bem fundamentadas.
O módulo final conecta todos os fios da trilha. Trabalhamos com o Relatório de Inclusão Financeira do Banco Central - uma publicação de referência que reúne dados sobre cobertura bancária, uso de terminais, acesso digital e perfil de usuários por região. Aprendemos a lê-lo de ponta a ponta.
O projeto de conclusão é desenvolvido neste módulo: cada aluno escolhe uma região, baixa os dados públicos correspondentes, monta uma análise educacional com visualizações e apresenta suas conclusões - com os devidos cuidados metodológicos e o dísclamer educacional apropriado. A entrega é revisada por um curador da equipe Verve Field Academy.
- Carga horária: 8 horas + projeto final (tempo variável por aluno)
- Formato: aulas + projeto de conclusão individual com revisão de curador
- Entrega: análise educacional documentada de dados de ATMs de uma região real
- Certificado emitido após aprovação do projeto final
Nota metodológica: Todo conteúdo do curso é exclusivamente educacional e baseado em fontes abertas oficiais. O curso não fornece conselhos de investimento, recomendações financeiras, sinais de mercado ou acesso a plataformas de negociação. Rendimentos não são garantidos. A análise de dados públicos sobre ATMs não substitui orientação profissional em finanças ou planejamento bancário.
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